
Para ser considerada saudável essa relação deve trazer benefícios que supram as necessidades da criança em seu aprimoramento como ser vivente, desde a alimentação, higiene, carinho, sensações, percepções, no entanto, considerando sempre que todo excesso faz mal. Excesso até mesmo de carinho e afeto.
A superalimentação efetuada pelas mães pela preocupação com a saúde da criança, causar não apenas uma futura obesidade, dentro das possibilidades da criança, como também uma compulsão, por comida ou outros fatores como exemplo as compras.
O excesso de proteção ou cuidado pode evitar que crianças passem por experiências necessárias para sua vida que precisem de superação como, por exemplo, a criança que
no processo de aprendizagem do andar, a qualquer “tombo” logo é levantado, fará com que a criança possa se acomodar na posição e que, em curto prazo pode demorar a andar e a longo prazo pode desenvolver pouca tolerância as situações, podendo exigir atuação dos outros ao seu redor para “ servi-lo”.
A base da saúde mental é estabelecida nos primórdios da infância pelo provimento de cuidados dispensados à criança por uma mãe suficientemente boa. O bebê depende da disponibilidade de um adulto genuinamente preocupado com os seus cuidados, isto é, que possa contribuir para uma adaptação ativa e sensível às necessidades da criança, que a princípio são absolutas.
Dessa forma, o psicanalista Donald Winnicott remete ao conteúdo da relação mãe-bebê como sendo de primordial importância para a formação do ser emocionalmente equilibrado, tendo como base o suprir não tudo que se quer, mas tudo que se precisa.
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